15 Mitos e Verdades Sobre Dores de Cabeça, Enxaqueca e Cefaleia

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15 Mitos e Verdades Sobre Dores de Cabeça, Enxaqueca e Cefaleia

Livre-se de suas dúvidas, conhecer melhor o tipo de dor de cabeça, enxaqueca e cefaleia que acomete cada indivíduo ajuda a encontrar mais caminhos para aliviar a dor. Confira 15 explicações que acabarão com suas dúvidas.

1. Dores de cabeça são todas iguais?

Não! Existem mais de 250 tipos de dores de cabeça e eles se dividem entre dores de cabeça primária (em que a própria enfermidade é a causa da dor) e secundárias (em que outros tipos de problemas fisiológico no cérebro ou não, são as causas dos sintomas).

Noventa por cento dos tipos de dores de cabeça existentes são do tipo primária, tidas como menos graves do que as secundárias. Exemplos de dores de cabeça primária: enxaquecas e as dores de cabeça tensionais.

2. O que ocorre no cérebro no momento em que se está com dor de cabeça?

Depende do tipo de dor. Durante a crise de enxaqueca, por exemplo, há alterações dentro do cérebro que podem culminar com a inflamação de artérias da cabeça e causar a dor.

No entanto, mesmo antes de a dor aparecer, jå pode haver sintomas, tais como perda da visão em parte do campo visual, disfasia/afasia, em que não se consegue pronunciar palavras e encadear raciocínios e até dormência de um lado do corpo.

Esses sintomas são reversíveis em até 60 minutos e, geralmente, a dor de cabeça se segue a eles.

3. Qual a melhor forma de se comportar durante uma crise de enxaqueca?

Esteja sempre preparado: quem tem enxaqueca deve ter sua medicação para as crises sempre à mão. Em caso de dor intensa, procure um local fresco e escuro para recostar, e não deite.

Coloque gelo sobre as áreas dolorosas. Tome o medicamento que acaba com a dor de cabeça e a enxaqueca, recomendado pelo seu médico, mas nunca mais de duas vezes por semana. Beba muita água e coma moderadamente. Descanse.

4. O tipo de alimentação pode influenciar no aparecimento da dor de cabeça?

Sim.  Existe alimentos que causam a dor de cabeça, e uma dieta recomendada com alimentos que acabam com a dor de cabeça para portadores de dor de cabeça pode eliminar substâncias que deflagram ataques ou crises de dor pois existe.

Seguir à risca uma dieta indicada por um médico pode não eliminar a ocorrência de crises, mas, em muitos pacientes, irá promover uma diminuição da frequência dos episódios dolorosos.

5. Existem nutrientes ou compostos que podem agravar a dor?

Sim. Alguns alimentos possuem substâncias que podem deflagrar crises de enxaqueca, por exemplo principalmente aqueles com compostos que atuam diretamente sobre os vasos sanguíneos. são eles:

  • Tiramina (presente, por exemplo, em queijo envelhecido)
  • Feniletilamina; nitritos (presente, por exemplo, no cachorro-quente)
  • Glutamato monossódico e álcool

6. Quando procurar um médico especialista em dor de cabeça e como ele pode ajudar?

Quando procurar um médico especialista em dores de cabeça e como ele pode ajudar?

Quando a dor é frequente e atrapalha a rotina do paciente, obrigando-o a usar analgésicos em caráter regular (uma ou mais vezes por semana).

O neurologista especialista em dor de cabeça atende ao paciente em consultas iniciais de pelo menos uma hora, raramente pede exames complementares e trata o paciente com combinação racional de drogas, além de indicar soluções e terapias não farmacológicas adequadas, como dietas, por exemplo.

7. Quais alimentos são liberados para portadores de dor de cabeça?

  • Carnes como frango, peru, peixe, vermelha, cordeiro
  • Máximo de três ovos por semana
  • Leite desnatado
  • Queijos magros (cottage e ricota)
  • Cereais
  • Aspargos
  • Cenoura
  • Beterraba
  • Espinafre
  • Tomate
  • Brócolis
  • Alface
  • Ameixa
  • Maçã
  • Damasco
  • Pêssego
  • Pêra
  • Até ½ xícara de tangerina, limão, lima, laranja e abacaxi
  • Sal (moderadamente)
  • Limonada
  • Óleos de cozinha
  • Vinagre branco

8. Quais alimentos causam a dor de cabeça e enxaqueca que devem ser evitados?

  • Carnes do tipo processadas, enlatadas e defumadas
  • Presunto enlatado
  • Arenque salgado
  • peixe seco e salgado
  • Fígado de galinha
  • Salsicha fermentada
  • Salame e peperoni
  • Amendoim e derivados
  • Molho de soja
  • Manteiga
  • Coalhada
  • Achocolatado
  • Queijos envelhecidos tipo camembert, suíço, roquefort, cheddar, gouda, mussarela, parmesão e provolone
  • Feijão
  • Azeitonas
  • Ervilha
  • Couve
  • Picles
  • Mamão
  • Figo
  • Uva-passa
  • Sopas enlatadas contendo leveduras ou glutamato monossódico
  • Caldas de chocolate
  • Aspartame

9. Enxaqueca é simplesmente uma dor de cabeça mais forte?

Não exatamente. Ela é uma doença química, crônica e genética do cérebro. Sua causa é a transmissão de genes já identificados. Por mais incrível que pareça, a enfermidade pode ou não causar crises de dor de cabeça, em alguns casos.

10. É verdade que o tratamento para enxaqueca engorda?

Não necessariamente. Muitas das drogas usadas para este tratamento preventivo afetam o nível cerebral da serotonina e de um outro neurotransmissor denominado neuropeptídeo Y.

Essa é uma das razões pelas quais o paciente melhora muito, mas também pode ter uma alteração no funcionamento do centro da fome cerebral e passar a apresentar maior apetite para carboidratos como doces, pães e massas.

Além disso, pacientes que melhoram da enxaqueca passam a alimentar-se melhor e até a comer tipos de alimentos que não podiam comer antes por causa da dor de cabeça.

Logo, é fundamental que todos aqueles que estão em tratamento façam uma dieta rigorosa de restrição de calorias e principalmente de doces. Isso geralmente irá evitar o aumento de peso durante o tratamento

11. Criança pode ter enxaqueca?

Sim. A maior causa de dor de cabeça em crianças é a enxaqueca. Ela deve sempre ser diferenciada de problemas sérios como tumores cerebrais e meningites, mas isto só pode e deve ser feito por um médico sério e criterioso.

Estima-se que 4 a 8% das crianças tenham enxaqueca e, felizmente, as crises tendem a ser menos intensas e incapacitantes do que nos adultos.

As crianças geralmente evoluem bem só com o repouso e gelo na cabeça, e os medicamentos devem ser evitados ao máximo.

12. Enxaqueca em criança tem cura?

Talvez. A enxaqueca, por ser uma doença bioquímica do cérebro transmitida geneticamente, não pode ser curada no sentido objetivo da palavra.

Porém nas crianças que iniciam suas crises antes dos 10 anos, há uma chance significativa (40%) de na puberdade as crises desaparecem espontaneamente.

Também há crianças que fazem o tratamento, melhoram muito e, ao suspendermos este tratamento, as crises não mais retornam sendo isto considerado como cura.

13. Devo tratar a dor crônica com analgésicos?

Não. Este é o maior erro que se pode cometer! O uso regular e frequente de analgésicos transforma, ao longo do tempo, a dor que não era diária em uma dor de cabeça que se manifesta todos os dias.

Estudos revelam que basta usar analgésicos mais de duas vezes por semana, por mais de três meses seguidos, para que isto já possa ocorrer.

14. Enxaqueca que piora na idade madura é grave?

Não necessariamente. Embora doenças orgânicas graves que podem se manifestar na velhice, como tumores do cérebro, doenças vasculares e outras possam agravar as crises de uma enxaqueca que já exista há anos, e apesar de frequentemente a enxaqueca melhorar após a parada de produção dos hormônios sexuais, há pacientes que manifestam exacerbação de suas crises nesta fase.

15. Medicamentos preventivos prejudicam a minha saúde?

Sim. Se usados incorretamente, por profissionais que desconhecem a farmacologia destas drogas, trazem efeitos colaterais a curto e a longo prazo.

Se, entretanto, são prescritos cuidadosamente, com início bem gradual e por médicos realmente habilitados e conscientes, a tolerabilidade é excelente e os efeitos colaterais a longo prazo são desprezíveis.

A associação de drogas preventivas pode ser necessária para reduzir as doses, obter sinergismo de ação (uma droga melhora o efeito da outra) e individualizar o tratamento.

Isto não significa que o paciente é mais grave do que outro que só toma uma única substância preventiva.

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