Alimentos Ricos em Nutrientes e Vitaminas que Você Encontra em Abundância

Dra Natali Fagundes

CRN-25791

Desde criança sofria com excesso de peso e problemas de saúde como hipotireoidismo e psoríase. No último ano do colégio decidi que iria estudar […]

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Alimentos Ricos em Nutrientes e Vitaminas que Você Encontra em Abundância

Salpique com uma porção de sementes um solo repleto de minerais. Junte o clima tropical. Regue com pingos de chuva. Cubra com um bocado de sol. Espere alguns meses. O rendimento dessa receita é uma fartura de vegetais super nutritivos e, para a nossa sorte, ela pode ser degustada nos quatro cantos do país.

Antes, muito antes das caravelas de Cabral aportarem por aqui, os indígenas já usufruíram de boa parte dos alimentos que você conhece. Em comum, são nativas do Brasil, 100% nacionais na origem. E merecem ocupar, é claro, as sete primeiras posições, digamos, do ranking dos nossos alimentos que mais despertam a atenção da ciência. O feijão e o arroz, já adianto, são estrangeiros. Mas estão nesta matéria por um motivo justo.

Veja uma lista com 7 Alimentos Ricos em Nutrientes e Vitaminas que Você Encontra em Abundância e facilmente no Brasil

Castanha do Pará

castanha do pará

Sob a casca marrom, dura feito pedra, encontra-se o fruto de gosto suave, carne branca e textura crocante com um toque oleoso. E justamente por guardar porções de gordura e das boas, diga-se que a castanha do pará faz parte do grupo das oleaginosas. Entretanto, nenhuma de suas companheiras, nem as nozes nem as avelãs, tampouco as amêndoas, competem com a nossa estrela quando o assunto é selênio.

As gringas não chegam perto em quantidade do mineral, que tem se destacado como um dos maiores aliados contra o envelhecimento celular. Por essa razão, a nativa da floresta amazônica ganha o mundo. E, exagero à parte, tem sido comparada ao elixir da vida longa.

Basta uma única castanha por dia para atingir a recomendação de selênio. Cientistas garantem que o consumo diário eleva em 65% o teor desse mineral no sangue. Assim, o risco de tumores, por exemplo, fica longe, bem longe.

Jabuticaba

Jabuticaba

Roxa? Azulada? Preta? Cá, entre nós, a jabuticaba tem cor de… jabuticaba. Mais do que encher os olhos e a boca de água, a coloração da casca é um concentrado de antocianinas Além de tornar o fruto atraente essas substâncias ajudam a varrer moléculas que estão por trás de estragos nas paredes de nossas artérias.

Esbranquiçada e suculenta, a polpa, por sua vez, guarda um mix pra lá de nutritivo. Minerais como o ferro e o fósforo, vitaminas do complexo B e boas doses de fibras são seus maiores destaques. Para não perder tantas riquezas, a dica dos especialistas é não desprezar nadica da fruta. Não vale cuspir a casca. Se ela não te apetece, apele para o liquidificador e prepare um delicioso suco.

No ranking de antocianinas substâncias amigas do peito, a jabuticaba ganha até da uva! Segundo um estudo da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, nossa pequena contém 314 mililitros por grama e o fruto da videira só 227.

Caju

Caju

Uma curiosidade que pouca gente, além dos botânicos, conhece: o verdadeiro fruto do cajueiro é a castanha. A polpa amarela, doce e refrescante que “amarra” a boca é apenas o pedúnculo. Sua função é sustentar a fruta legítima. Mas aqui o que importa é que tanto uma como a outra reúne pencas de nutrientes.

A castanha é fonte de vitamina E e de gordura monoinsaturada, uma dupla que afasta perigos como o acidente vascular cerebral, o derrame. Por sua vez, aquela que não é fruta é uma das maiores fornecedoras de vitamina C. Uma unidade fornece 220 miligramas de vitamina C, o que representa mais que o dobro da recomendação diária, que é de 90 miligramas para homens e 75 para mulheres.

Quer vitamina C? Então, saboreie um copo de suco de caju. Sua polpa oferece quatro vezes mais do nutriente do que a festejada laranja. A dica é preparar a bebida e tomá-la em seguida para que a substância não se perca.

Açaí

tijela de Açaí

Mais um tesouro vindo da Amazônia, ele é pura energia. E, graças a esse poder revigorante, saiu há tempos da floresta para ganhar espaço entre os praticantes de atividade física. Sua fórmula concentra minerais como o cálcio, vitaminas do complexo B, boas doses de substâncias antioxidantes e ainda porções de fibras.

Outro destaque na receita é o alto teor de gorduras capazes de impedir processos inflamatórios. Inclusive, aquela cremosidade presente na mistura servida na tigela é resultado dessa parcela gordurosa.

Originário de uma palmeira do norte do país, o açaí é altamente energético. Muito além de dar um basta no cansaço, o fruto concentra gorduras que afastam inflamações.

Maracujá

copo com suco de Maracujá

Fruit de la passion. Assim os franceses chamam o nosso maracujá. A explicação está no formato da flor do maracujazeiro, que, segundo os estrangeiros, lembra a coroa de espinhos de Jesus. O nome, portanto, refere-se à paixão de Cristo. Para os índios, o fruto é apelidado de “alimento na cuia”.

E a tal cuia guarda uma preciosidade nomeada dessa vez por cientistas: a pectina. Trata-se de uma fibra que afasta o diabete. A cor brilhante e alaranjada da polpa também marca a presença de um grupo de substâncias conhecidas como carotenóides e que são, entre outras coisas, as guardiãs da visão.

Sua polpa oferece montes de pectina, uma fibra que equilibra os níveis de açúcar em circulação. Vale destacar ainda a coloração amarelada, que denuncia os carotenóides, pigmentos protetores dos olho.

Arroz e feijão

Arroz e feijão

Pode causar estranheza a dupla aparecer aqui, entre as riquezas da nossa terra. Afinal, o arroz é asiático e o feijão também não nasceu em solo verde-amarelo é de outros cantos da América. Entretanto, este bem-sucedido casamento é uma obra brasileiríssima.

E é essa união que garante um invejável arranjo de proteínas. O que falta em um, o outro fornece e, assim, eles se completam. A dupla também é harmoniosa no que diz respeito ao índice glicêmico.

Enquanto o arroz sozinho, principalmente o polido, dispara as taxas de açúcar no organismo, o feijão breca esse efeito, o que mantém a glicose estabilizada. A mistura é, portanto, bem-vinda para aumentar a saciedade e espantar a fome.

Mais do que uma bela parceria, o encontro do arroz com o feijão assegura uma proteína de ótima qualidade, só comparada à de origem animal.

Pitanga

Pitanga

O delicioso aroma desta fruta é um concentrado de substâncias conhecidas no meio científico como monoterpenos. Entre os estudiosos, eles são consagrados por combater problemas intestinais e hipertensão arterial. Mas não é só o buquê que torna a nossa pitanga poderosa. Observe sua coloração atraente. Este tom vem de uma mistura de antocianinas, flavonóides e carotenóides. Um trio que bate ponto nos laboratórios.

Basta lembrar que, no clã dos carotenóides, estão o licopeno e o betacaroteno. Se você não aprecia o gosto da fruta in natura fique tranqüilo. Saiba que o suco não só preserva como pode até aumentar esse potencial. É que a trituração ativa enzimas que intensificam a absorção dos compostos antitumorais.

Repare na cor da pitanga. Além de deixá-la apetitosa, o tom é, na verdade, a soma de poderosos pigmentos, que juntos tem uma ação sinérgica no combate às moléculas acusadas de detonar o câncer.

Informações do Autor

CRN-25791

Desde criança sofria com excesso de peso e problemas de saúde como hipotireoidismo e psoríase. No último ano do colégio decidi que iria estudar nutrição com o objetivo de saber como os alimentos agem no nosso organismo, sua função e como podem melhorar ou piorar a saúde. Desde então fiquei apaixonada pela profissão.

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